Destino: Ilhas Tijucas



Após a remada de Sábado até o Arpoador, com toda a Galera do Carioca Va’a Clube e convidados, surgiu uma disposição de partirmos para uma “expedição” ao Arquipélago das Tijucas no Domingo, 17/06/2012, saindo do canal da Joatinga, na Barra.


A ideia rapidamente tomou forma e ganhou força durante a confraternização no Bar Urca, e ao longo do dia ficou claro que era mais do que “papo de bar”. Às 7h estávamos na Praia Vermelha para colocar as canoas Bahari, Pumau, Nascente e Lokahi nos racks dos carros e seguir rumo à Barra, onde chegamos pouco depois das 8, descarregando nosso aparato marítimo-polinésio.


As canoas havaianas OC1: Lokahi, Pumau, Nascente e Bahari


O dia estava um pouco nublado, mas não a ponto de prejudicar o visual. Foi até bom para não sofrermos com sol forte. Munidos de água, barrinhas, carbogel, colete, máquina à prova d’água, protetor solar, bananas (apesar da tradicional superstição que não recomenda carregá-las a bordo da canoa…) e, sobretudo, muita alegria, colocamos nossas canoas na água do canal e iniciamos a remada em direção à Ilha Pontuda, a mais alta do arquipélago, que fica bem em frente ao canal da Joatinga.


O mar não estava flat, mas suficientemente tranquilo para remarmos sem preocupação, curtindo o visual. Demos a volta na Ilha Pontuda, onde passamos por um remador de StandUp e alguns poucos mergulhadores.

Igor e Edgar contornando a Ilha Pontuda




No contorno já próximo à Ilha Alfavaca, fomos presenteados pela visita de um grupo de Golfinhos!!!!! Esta ilha possui uma gruta semi-submersa, no meio da pedra, e também uma fenda que possibilita a passagem, embora não tenhamos nos aventurado, pois havia corrente e a largura em alguns trechos aparenta ser inferior a 2m.

gruta na ilha Alfavaca


Ao som das gaivotas e do mar batendo nas pedras, mergulhamos bastante. Até tentamos amarrar as canoas, mas não rolou, de modo que não conseguimos tirar fotos todos juntos, e nem desembarcar, subir nas pedras e fazer dessa remadinha uma verdadeira expedição.



Por fim, partimos para a Ilha do Meio, um pouco menor que as outras e mais próxima a São Conrado. Tem esse nome justamente por estar localizada entre as outras Ilhas e o arquipélago das Cagarras. De lá, seguimos em linha reta até a Praia da Joatinga, onde ensaiamos até uma surfada na marola, com direito a muitas virads (‘huli’). Beirando o costão, fomos nos aproximando do final de nossa travessia, uma pequena aventura inspirada pelos tradicionais percursos entre ilhas que marcam a tradição polinésia.



A sensação de chegar ao canal foi um pouco como atingir a linha de chegada de uma competição, embora a proposta fosse de puro lazer e contato com a natureza. No desembarque, o cheio de peixe frito nos convidava a ficar à tarde inteira, mas os compromissos dominicais deixaram essa etapa gastronômica para uma próxima vez. Chegamos inteiros, felizes com a remada, na certeza de que, com treinos regulares, podemos ir testando nossos limites e iniciar uma próxima remada a partir da Praia Vermelha, na Urca, seja em canoas individuais ou em uma OC6.


Mahalo nui loa a todos!


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Trabalho em Equipe

“KOMO MAI KAU MAPUNA HOE”

(coloque sua pá na água e junte-se ao esforço!)

O trabalho em equipe, desde os tempos antigos, é uma das características mais fortes do va’a. Na preparação das embarcações e no dia a dia dos núcleos de va’a, as tarefas podem ser distribuídas ou os remadores podem tomar a iniciativa. As características e habilidades de cada indivíduo para o grupo têm o mesmo valor: os mais jovens e fortes fazem o trabalho mais pesado, o ancião oferece incentivo e conselhos, outros limpam e preparam as amarras, abastecem a canoa com água e comida.